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DDO: Ceptro da Pureza

por Andrusca ღ, em 25.08.14

Capítulo 19

Emboscada * Parte 1

 

Encarnación deixara os dois amigos no aeroporto antes de voltar para a sua vida. Desejou-lhes boa sorte para ajudarem a Defensora, e mandou um beijinho para todos os amigos que tinha feito em Diamond City. Fê-los prometer que a voltariam a visitar, e que desta vez levariam também Chelsea e Richard, tal como Helen.

Faltava uma hora para o voo, e Jensen não podia estar mais irrequieto. As malas já tinham sido entregues, mas na sua mochila levava as peças do ceptro. Tinha que se garantir de que nunca perderia essa mochila de vista.

- Meu, relaxa – queixou-se PJ, por o amigo, sentado numa das cadeiras de plástico cor-de-laranja, não parar de bater com o pé no chão – Parece que vais a caminho de uma tortura qualquer, e não de Diamond City.

- Desculpa… Estou nervoso, só isso.

- Ela vai perceber – PJ sabia exactamente o porquê de o amigo estar nervoso. Sabia o quanto Chelsea detestava que lhe escondessem coisas, e até percebia que Jensen estivesse um pouco preocupado devido a isso – Não tínhamos outra escolha. Além disso, vais ter tempo de lhe explicar tudo. Não te preocupes.

- Sim, tens razão. Não estou preocupado.

A primeira chamada para o voo no qual ambos iam embarcar demorou a chegar, mas finalmente fez-se ouvir. Jensen respirou aliviado. Em poucas horas estaria de novo junto de Chelsea, poderia explicar tudo e podia finalmente voltar a protegê-la da Escuridão sem lhe esconder nada.

- Bem, vamos? – Perguntou, ao amigo.

- Não sei do que estamos à espera.

A um canto, a observá-los, estava outra figura. Vestia-se todo de preto, calças e camisa, e tinha o cabelo ondulado, em tons de caramelo, solto. Fez indicação com a cabeça, e outro homem, para que avançasse. Esse, mais corpulento, perante a ordem do seu Príncipe, começou a caminhar até aos dois rapazes e fingiu tropeçar, quase caindo em cima de Jensen.

- Oh, peço desculpa – desculpou-se, rindo-se – Ei, eu conheço-te?

Jensen ficou a olhar para o homem desconfiado.

- Não – respondeu.

- Oh… é que és mesmo parecido a um rapaz que eu conheço – insistiu o outro – Mas acho que não és ele.

- Não sou – garantiu Jensen – Se me desculpa, tenho um avião para apanhar.

- Sim, claro… - ele fingiu ir embora, mas depressa voltou para trás de novo e se inclinou perante os dois amigos – Sabes… o rapaz que eu conheço tem uns olhos igualzinhos aos teus, e esse cabelo escuro também.

- Ouça lá… - PJ estava pronto para discutir, mas Jensen deitou-lhe um olhar que o fez parar.

- Escolha sábia – disse o homem – Continuando, esse rapaz tinha mais quatro irmãos. Infelizmente agora só sobram dois… os outros foram assassinados.

- Onde quer chegar? – Agora sim, Jensen sabia que aquele homem ter quase caído em cima de si não era um acaso. Se antes tinha um mau pressentimento, agora tinha-o confirmado. Algo estranho se passava.

- Um dos irmãos mandou-me encontrá-lo… e se eu encontrar… - Jensen ia-se levantar bruscamente, mas o homem, apenas com uma mão, voltou a sentá-lo na cadeira – Pensa melhor, Príncipe, porque isto está cheio de servos infelizes e revoltados. Não acreditas? Olha em volta.

Tanto Jensen, como PJ, olharam em volta. Tinham, no mínimo, trinta demónios a olhar directamente para eles, o que fez com os seus corações começassem a bater mais depressa. Fleth começou a andar na direcção deles e parou em frente a Jensen, sorrindo.

- Há muito tempo – disse – Não sei se te lembras… permite-me que te reavive a memória… Fleth, teu irmão.

Jensen engoliu em seco e PJ olhou para ele, aflito.

- O que queres? – Perguntou. A última chamada para o voo tinha acabado de soar.

- Permanece quieto e não matamos estes humanos. Podem ir para as suas casas, ou férias, ou para onde quiserem. Move um músculo, e faço com que os meus demónios matem até os bebés. Quando a sala estiver livre vocês os dois vêem comigo, sem lutas e sem truques.

- O que é que queres de nós? – Perguntou PJ, com a voz a tremelicar – Quem és? Deixa-nos em paz!

- De ti? Provavelmente mato-te assim que chegar ao pé da Kiki. Não te preocupes, humano, vou fazê-lo rápido. É o Byron que quero ver a sofrer, de qualquer maneira – disse Fleth, rindo-se no fim.

Viram as hospedeiras a fechar as portas e Jensen fechou os olhos com força e suspirou ao ver, ao longe através das janelas, o avião a descolar. Agora que estava tão perto, agora que apenas tinha que ir no avião e entregar o ceptro a Chelsea, tinham sido apanhados.

- Tem calma, PJ – murmurou, para tentar tranquilizar o amigo – Havemos de nos safar. Safamo-nos sempre.

Fleth não comentou, mas exibiu um pequeno sorriso que mostrava discordar daquilo. Também ele não sabia que mais alguém o observava. Escondido nas sombras entre os pilares da sala de espera, Trou observava os dois irmãos com minúcia. O seu trabalho agora era reportar a Xay que Fleth tinha capturado Jensen com sucesso, e então ambos esperariam juntos que, tanto ele, como Kiki, fossem destruídos. Não lhe metia confusão como Xay se podia livrar de todos à sua volta, também não sentia qualquer tipo de arrependimentos ou penas, mas temia que um dia a sua vez chegasse. Já tinha percebido que, com aquela Bruxa, ninguém era insubstituível.

A sala ficou vaga à excepção dos demónios, que começaram a cercar as cadeiras onde Jensen e PJ estavam sentados.

- Para onde nos queres levar? – Perguntou Jensen, agarrando na mochila com mais força.

- A vocês os dois, a um castelo; ao ceptro que aí tens, para outro castelo. Mas não te preocupes, sei que não o consegues usar, por isso apenas to vou tirar quando te matar. Vamo-nos divertir, tu e eu.

- Então deixa o meu amigo sair em liberdade – tentou Jensen negociar – Ele é indefeso.

- Suponho que o podia deixar ir livre… mas o que posso dizer? Os meus demónios também gostam de diversão.

 

 

Chelsea estava impaciente. Tinha dormido pouco e andava com um mau pressentimento desde a noite anterior. Sentia que algo de mau se aproximava ao ponto de até ficar com dores de barriga. Richard disse-lhe que provavelmente eram apenas os nervos de ver Jensen de novo, de não saber como as coisas entre os dois estavam e por querer resolver tudo, mas ela não acreditava muito nisso. Também Will lhe disse que não estava a acontecer nada fora do normal, que os demónios até andavam mais calmos que o normal e que, por agora, não havia nada para se preocupar. Mas nada a deixava descansada.

- Não vais ter com eles ao aeroporto? – Perguntou Richard, ao ver a irmã na sala, a mudar os canais da televisão sem parar.

- Vou, mas só daqui a meia hora.

- Tens que te acalmar, Chels. Credo, estás com uma pilha de nervos.

Ele sentou-se ao lado e, ao dar-lhe a mão, verificou que estava mais fria que o normal. Olhou então de um modo preocupado para a irmã, que apenas encolheu os ombros.

- Estás doente? – Perguntou-lhe.

- Não. Estou normal, só… com calafrios – disse ela – E nervosa. Mas não é por causa do Jensen, juro. Há mais alguma coisa, eu sei que há. O Will pode dizer o que quiser, mas sinto que…

- Chels, ei – ele fê-la calar-se e olhar para si, e então apertou-lhe mais as mãos – Não se passa nada. Os Guardiães saberiam, certo?

- Bem… acho que sim, mas e se…

- E eles dizem que está tudo bem, certo?

- Sim.

- Então está tudo bem. Precisas de boleia para o aeroporto?

- Não… vou andar para espairecer um pouco.

- Está bem. Então vou andar um bocado de bicicleta.  

Poucos minutos passaram até à ruiva sair de casa. Estava um calor insuportável, o que ainda a fazia sentir-se pior. Sabia que não estava doente, mas também não estava bem. Lembrou-se que, ao início, costumava ter tonturas quando um demónio muito forte se aproximava, e pensou que talvez fosse isso que estivesse a acontecer. Não queria necessariamente dizer que era uma Bruxa ou um Príncipe… podia ser qualquer outro demónio, mas Chelsea não acreditava nisso.

Demorou algum tempo até chegar ao aeroporto pois foi sempre às voltas pelas ruas à procura da sombra. Mesmo assim, chegou antes da hora do avião aterrar, e por isso sentou-se num banco na sala de desembarque. Estava lá mais uma mulher com duas crianças, que provavelmente esperavam o pai, e um casal de terceira idade. De resto, a sala estava mais vazia que nunca.

 

O que terá acontecido? :o

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5 comentários

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De Yria Rivers a 25.08.2014 às 13:17

OPA NAO PODES ACABAR ASSIIIM


tenho mesmo muito mau humor matinal, as pessoas chateiam-se comigo por causa disso --' mas eu já disse para elas simplesmente me ignorarem principalmente na primeira meia hora depois de eu acordar ahahahah mas normalmente só fazem pior e ainda gozam nessa hora depois eu fico ainda mais irritada

tens que fazer uma nova ahahah (o que suponho que não seja fácil por causa da universidade)
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De Yria Rivers a 25.08.2014 às 19:32

nem eu sei como vou conseguir conciliar as duas coisas
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De Yria Rivers a 25.08.2014 às 19:38

ahm o.o eu nem sei bem, acho que só no dia em que me mandarem o e-mail é que sei como é que me estou a sentir o.o ahahah apesar de estar super ansiosa por causa do apartamento que ando à procura
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De Yria Rivers a 25.08.2014 às 19:46

Vai ser meu e de outras duas amigas, só espero não me arrepender
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De Maria a 04.09.2014 às 13:01

"O que terá acontecido? :o"

isso pergunto-te eu, posta pls

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