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DDO: Ceptro da Pureza

por Andrusca ღ, em 22.08.14

Capítulo 18

Entre a Espada e a Parede * Parte 2

 

Chelsea estava no parque com Brad, ambos sentados num dos bancos, a rirem à gargalhada. Brad tinha contado uma situação hilariante que lhe tinha acontecido na outra escola, antes de se mudar para Diamond City, e Chelsea quase que chorava a rir. Ele gostava de a ver assim, feliz, e tinha notado que ultimamente andava em baixo. Ao ouvir aqueles risos não aguentou mais. Queria beijá-la, queria declarar o seu amor por ela, queria esclarecer tudo. Sem pensar mais, agarrou na cara de Chelsea, com as duas mãos, e olhou directamente naqueles olhos verdes. Começou, aos poucos, a aproximar-se da rapariga dos caracóis ruivos, com a intenção de, finalmente e ao fim de tanto tempo a desejar que tal acontecesse, a beijar.

- Pára – mas Chelsea não deixou. O sorriso desvaneceu-se dos seus lábios e, em vez de continuar com a expressão feliz e despreocupada, engoliu em seco – O que é que estás a fazer, Brad?

O rapaz suspirou.

- Eu pensei… nós estávamos bem, não estávamos? Quer dizer, estávamos a rir, e a divertirmo-nos…

- Isso não quer dizer nada. Vais embora quando o Verão acabar e…

- Posso ficar, não tenho que ir.

- E mesmo que ficasses, eu tenho namorado, Brad. Namorado esse que tu conheces.

- E que não está nem perto daqui – arrebatou ele – Quem é que te garante que neste momento não está ele com uma francesa qualquer, Chelsea? Porque é que és tão ingénua? Não é óbvio que quem vai naquelas viagens nunca tem nada que os amarre, que vão livres e dispostos a tudo? Eu nunca te trocaria por uma viagem à Europa, ou qualquer outra coisa. Só de saber que eras minha... seria como ter o mundo inteiro – Chelsea ficou estática com o que o amigo disse. Helen e Cassie já a tinham avisado dos sentimentos de Brad, mas ela nunca pensou que elas estivessem a falar a sério. Sim, não era ingénua o suficiente para não perceber que ele se dava melhor com ela do que com os outros, mas nunca acreditou que pudesse estar mesmo apaixonado por si.

- Estás errado – Brad surpreendeu-se com o tom de voz da ruiva. Não parecia chateada, e falava de uma maneira muito calma e compassada – Ele não é do tipo de pessoa que arruína uma relação por uma noite. E eu sei que ele me ama, tal como eu o amo. Brad, lamento… tu és uma pessoa maravilhosa, e tenho a certeza que…

- Mas Che…

- Eu amo-o Brad! – Exclamou ela, encolhendo os ombros – Podes-me dar mil razões para não o amar, mas não vai importar. Não percebes? É mais forte que eu. Ele e eu é… é mágico, é de outra vida. E desculpa, mas não há nada que me possas dizer que me vá convencer a pôr esse sentimento em risco.

Brad engoliu em seco e desviou o olhar para o céu, soltando um suspiro. Dentro de si já esperava que algo assim acontecesse. Jensen podia estar longe, mas ele via bem como os olhos da ruiva brilhavam ao ouvir apenas aquele simples nome. Ela nunca poderia gostar dele como gostava do outro.

- Espero… espero sinceramente que tenhas razão, e que o Jensen nunca te faça sofrer – apesar de triste, o rapaz foi sincero com tudo o que disse – Está a ficar tarde, devíamos ir para casa.

Chelsea assentiu com a cabeça e levantaram-se os dois, caminhando lado a lado.

Depois do jantar Chelsea ofereceu-se para lavar a loiça, e só depois é que subiu para o quarto. Não tinha levado o telemóvel à tarde, e quando olhou para ele viu que tinha quatro chamadas não atendidas de Jensen, o que lhe fez o coração saltar a toda a velocidade. Já não falavam há vários dias, depois daquela discussão que tinham tido, e a rapariga perguntava-se o que poderia ele querer. Decidiu não ficar muito tempo a especular, e por isso telefonou-lhe.

- “Chelsea, graças a Deus” – Atendeu ele.

- O que é que se passa? – Perguntou Chelsea.

- “Porque é que não atendeste o telemóvel?”

- Não o ouvi, Jensen. Pensei que íamos falar quando voltasses. O que é que queres?

- “Queria dizer-te que vou voltar mais cedo. O PJ e eu vamos amanhã. O voo deve chegar por volta das seis da tarde, e eu gostava que fosses ter connosco ao aeroporto. Eu sei que as coisas agora estão estranhas, mas…”

- Às seis horas? Está bem, lá estarei.

- “A sério?”

- Lá por estar chateada contigo não quer dizer que não tenha saudades tuas, tonto.

Do outro lado da linha, Jensen riu.

- “Ainda bem. E eu explico tudo amanhã, é uma promessa. Agora tenho que ir”.

- Está bem.

- “E caracolinhos?”

- O que foi?

- “Eu amo-te”.

 

 

- Xay, ele chegou.

Trou encontrava-se em frente à Bruxa, que estava em pé perto de uma janela a observar a Escuridão do seu Reino. Ela traçou um sorriso simples nos lábios e ordenou que o deixassem entrar. Dirigiu-se depois ao seu trono, onde se sentou confortavelmente, calmamente à espera.

- Chamaste, Xay? – Fleth entrou pelas portas duplas e dirigiu-se a ela com um passo apressado.

- Os meus espiões disseram-me que o Byron encontrou o último pedaço do ceptro – informou ela – Como combinado, podes ir matá-lo… mas traz-me o meu ceptro.

Fleth sorriu malvadamente, sem ter a mínima ideia de que estava a ser mandado para a sua morte. Fosse como fosse, Xay sabia que ele não tinha escapatória. Ou falhava e era morto por Byron, ou então morreria às suas mãos assim que lhe trouxesse o Ceptro da Pureza.

- Obrigado, minha Bruxa. Vou reunir as tropas.

- Devo avisar-te, no entanto, de que se não me trouxeres o que te pedi, eu vou acabar com a tua vida. Entendes, Fleth?

- Não te vou falhar.

O Príncipe deu meia volta perante o olhar cuidadoso do irmão e saiu pelo mesmo sítio por onde entrara. Trou aproximou-se então do trono da Bruxa e, após as portas terem sido fechadas, falou.

- Acreditas mesmo que ele pode matar o Byron e trazer o Ceptro da Pureza? – Questionou.

Em resposta Xay soltou uma enorme gargalhada. Parecia que ele lhe tinha contado a maior anedota de sempre.

- Claro que não, Trou – disse, quando o riso parou – Também fui informada que a minha irmã está a preparar uma armadilha à Defensora. No que acredito, é que vão ambos morrer muito em breve. E então serei a única capaz de reinar o Reino da Escuridão. 

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2 comentários

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De Yria Rivers a 23.08.2014 às 13:17

omg.... eu adorei este capítulo
apetece-me matar aquela xayyy que nervos -.- ninguém vai matar o meu jensen!
posta ´rapidoooo
beijinhos
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De Yria Rivers a 23.08.2014 às 15:15

é bastante simples, inscreveste, vais editar o teu perfil para te dares a conhecer (se quiseres)
depois podes ler o que quiseres que anda para lá, e podes também postar, é só carregar no "criar"
eu acho que é um bocado confuso, por isso, se por acaso entrares e quiseres "criar a obra" guarda sempre em vez de publicares logo, para ver se está tudo bem.
eu até tenho medo desse "diferente" de DDO
se calhar precisas de algo novo para "recomeçares", os blogs mudaram muito desde há uns anos atrás
e tens tempo até às aulas! (penso eu o.o)

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