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DDO: Ceptro da Pureza

por Andrusca ღ, em 22.07.14

Boa noite gentji, primeiro que tudo gostaria que lessem este post e opinassem.

E agora, o capítulo de hoje (:

 

Capítulo 17

Os Procuradores * Parte 2

 

- Meu, isto é escusado! – Queixou-se PJ, deixando-se cair derrotado no colchão duro e desconfortável da cama do quarto que tinham arranjado em Klyuchi.

Os rapazes tinham chegado à Rússia há dois dias, pois a viagem – entre apanhar comboios, autocarros e boleias – tinha sido longa. Depois de alguma pesquisa, tinham decidido hospedarem-se em Klyuchi, visto ser uma aldeia que fica apenas a 25 quilómetros do vulcão Shiveluch, o vulcão onde a segunda peça do Ceptro da Pureza se encontrava.

- Não sejas pessimista.

- Pessimista? Estamos na Rússia há dois dias e ainda não conseguimos encontrar uma única alma que falasse inglês. Como é que esperas descobrir o caminho para o vulcão, hum?

Jensen suspirou. Como, não sabia, mas esperava que fosse o mais rápido possível. Tinha saudades da namorada, não queria estar chateado com ela mas também não lhe podia contar nada. Não a queria a ir para ali e a pôr-se em perigo desnecessariamente.

- Não és o único que quer despachar isto, PJ – resmungou.

O amigo engoliu em seco. Ele sabia bem da discussão que Jensen tivera com Chelsea, e acreditava que nada disto estava a ser fácil.

- Queres falar? – Perguntou.

- Não. Vamos – ordenou, dirigindo-se à porta – Traz o teu casaco, vamos.

Saíram da estalagem e PJ espirrou logo. Não estava a nevar nem algo do género, mas também não estava uma temperatura muito quente e eles não tinham ido preparados para isso. Tinham conseguido, com muito esforço, que o dono da estalagem lhes conseguisse dizer onde podiam encontrar um carro, e foi para lá que se dirigiram. Era um sítio pequeno, com meia dúzia de carros à entrada. Assim que entraram, o dono – um homem de meia-idade com uma blusa de padrão axadrezado – ficou a olhar para eles.

- Bom dia – cumprimentou Jensen – Fala inglês?

O homem fez uma expressão de incompreensão, e então berrou algo que nenhum dos rapazes conseguiu compreender. Por uma porta atrás dele apareceu um rapaz já novo, provavelmente da mesma idade de Jensen e PJ, que sorriu aos dois clientes.

- Posso ajudar? – Perguntou, em inglês, para alívio dos outros dois.

- Sim. Nós precisamos de um carro – pediu PJ.

- E direcções sobre como chegar ao vulcão Shiveluch – Adicionou Jensen.

- Vulcão Shiveluch? Mas ele ser mau para a saúde – disse o rapaz – As cinzas e às vezes terramotos…

- Não faz mal – interrompeu Jensen – Nós temos cuidado.

Depois de lhes ser dado o carro e as indicações, os dois rapazes puseram-se a caminho. Passados alguns minutos, ao longe, começaram a avistar uma montanha gigantesca. Não, uma montanha não, o vulcão. PJ abriu a boca de espanto, nunca tinha estado tão perto de um, especialmente de um que não estivesse extinto. Por cima do vulcão uma nuvem de cinzas marcava a sua presença, pondo o rapaz ainda mais nervoso.

- Vamos ter que entrar ali, não vamos? – Perguntou.

- Não. Tu ficas a vigiar, e eu entro – declarou o amigo.

- Porquê?

- Porque tenho um mau pressentimento.

Quando chegaram perto do vulcão e estacionaram, foi isso que aconteceu. Jensen encontrou uma pequena entrada e seguiu por ali, enquanto PJ ficou quieto a olhar para todos os lados.

Dentro do vulcão estava, como não poderia deixar de ser, bastante calor. Jensen despiu o casaco e arregaçou as mangas. Não sabia onde procurar, e tinha que ter cuidado. Deve ter andado, no mínimo, duas horas às voltas, tendo cuidado para não se encostar à rocha escaldada e para não cair para a lava que havia lá em baixo. Só rezava para que o vulcão não decidisse, de repente, entrar em erupção naquele momento. Usou os seus poderes para saltar de um lado para o outro, até que percebeu que assim não ia conseguir encontrar absolutamente nada. Tirou o enorme diamante roxo, a primeira peça do ceptro, de dentro da mochila que levava às costas e olhou para ele.

- Vá lá – pediu –, faz alguma coisa.

O diamante começou a irradiar um pequeno brilho. Era muito ténue e fino, e fazia uma linha que Jensen teria que seguir. Estava a guiá-lo até à segunda peça.

Entretanto, PJ estava ainda dentro do carro, acostado no banco a tentar fazer com que o rádio funcionasse, mas as interferências eram muitas. Estava a começar a ficar aborrecido, não tinha nada para fazer, e estava preocupado com o amigo. Será que ele devia estar a demorar assim tanto tempo? Uma parte de si queria entrar no vulcão e ir procurá-lo, mas sabia que o mais certo era desencontrarem-se e depois ficar lá perdido. Além disso, se Jensen lhe tinha pedido para ficar no carro, era por alguma razão. Dissera-lhe que tinha um mau pressentimento, e isso também o assustava. Já tinha percebido que os pressentimentos dele raramente estão enganados, e isso só podia significar que muito em breve estariam em perigo. Começou a pensar no que faria se um dos Príncipes, ou pior, uma das Bruxas, aparecesse. Provavelmente nada, não os iria reconhecer, mas iriam eles matá-lo? Sentiu-se idiota por colocar aquela hipótese naquele preciso momento, em que estavam tão perto de juntar a arma que podia derrotar toda a Escuridão, mas mesmo assim esse assunto não o deixou em paz. Foi no meio destes pensamentos aterrorizantes que viu um movimento no arvoredo a poucos metros do carro, e o seu coração começou a palpitar mais rápido. “Ai meu Deus”, pensou, “é agora, estou feito”. Inclinou-se para os bancos de trás, de onde tirou um pé-de-cabra que Jensen lá tinha posto mais cedo, e saiu do carro. Empunhou a sua arma com os braços a tremer, e engoliu em seco.

- Quem está aí? – Perguntou, com a voz alta – Aparece!

Desobedecendo às ordens do seu Príncipe, um conjunto de demónios saiu de trás das árvores e arbustos, expondo-se assim ao humano. PJ arregalou os olhos, eles não estavam pousados no chão, em vez disso flutuavam. Tinham mantos negros vestidos, e era-lhes impossível ver a cara. Deviam ser uns seis, no mínimo.

- O que… o que… o que é que vocês são? – Perguntou, aterrorizado.

Nesse mesmo momento Jensen seguia a luz irradiada pelo diamante. Luz essa que acabava em frente a uma parede rochosa. O rapaz dos olhos azuis parou também aí, e observou o local. Tocou na rocha e foi forçado a largá-la logo. Estava a escaldar. Voltou a guardar o diamante na mochila e deu um pequeno pontapé na parede que se estendia à sua frente, repetindo isso vezes sem conta até encontrar um pedaço oco.

- Encontrei-te – murmurou, orgulhoso de si. Começou a destruir esse bocado de parede oca e a desviar os destroços, vendo um longo pedaço de pano velho a embrulhar qualquer coisa. Agarrou nisso e tirou o pano, vendo lá um cilindro de prata cintilante com o que parecia ser um encaixe para o diamante. Assim que lhe tocou, outra visão lhe foi dada. A localização do último pedaço do ceptro já era conhecida. Voltou a embrulhar aquele pedaço de prata e colocou-o, também, dentro da mochila. Agora tinha que se despachar e voltar para trás. Fez todo o caminho de volta, com o cuidado redobrado, e saiu pelo mesmo buraco por onde tinha entrado. Assim que começou a contornar o vulcão, ouviu gritos. PJ chamava por ele. Começou a correr e deparou-se com o amigo rodeado de demónios.

- Jensen! – Gritou PJ, dando graças a Deus por ele já ter chegado.

O outro engoliu em seco e pousou a mochila, fazendo com que a sua espada lhe aparecesse na mão magicamente. Correu até ao demónio mais próximo e cortou-lhe o braço de um só ataque, apenas para ver que lhe crescia outro. Foi mandado para longe pelo demónio, devido à sua força bruta, e então todos eles se começaram a dirigir a ele.

PJ esgueirou-se do meio da luta e correu poucos metros, encontrando um pequeno esconderijo entre os arbustos. Pegou desajeitadamente no telemóvel e procurou o nome de Will na lista de contactos. Os segundos que o loiro demorou a atender a chamada pareceram uma eternidade.

- “PJ?” – Perguntou ele, assim que atendeu.

- Will! Estamos a ser atacados. O Jensen não os consegue destruir, o que é que fazemos?! – Desbobinou o rapaz dos caracóis em pânico.

- “Calma, calma. Como é que são?”

- Hum… - Will espreitou – Não lhes consigo ver a cara… têm mantos negros.

- “Estão a flutuar?”

- Sim.

- “E são fortes?”

- Sim! Como é que os destruímos?

- “São Procuradores. Cortem-lhes a cabeça”- Aquele telefonema fez Will lembrar-se da primeira vez que Chelsea tinha combatido um demónio. Tinha também sido um Procurador, que tinha entrado na escola e posto todos os alunos em perigo por estar à procura do Pingente Mágico. Ainda hoje se lembrava de cara de puro pânico da Defensora do Oculto ao ver aquele monstro à sua frente – “E PJ, apressem-se na vossa busca. Se eles aí estão é porque a Escuridão vos está a vigiar”.

PJ desligou a chamada depois de agradecer e saiu do “esconderijo”, expondo-se assim ao perigo.

- As cabeças! – Gritou, com todo o ar que tinha nos pulmões – Corta-lhes as cabeças.

Jensen percebeu a mensagem claramente e a bom som. Parou de cortar braços para cortar pescoços, e os corpos começaram a desfazer-se à sua frente em menos de nada. Os Procuradores estavam mortos, e só quando o último se desvaneceu em pó é que PJ se aproximou do amigo, que se deixara cair esgotado no chão. A espada desaparecera, e Jensen tentava recuperar o fôlego.

- Estás bem, mano? – Perguntou PJ.

O outro apenas assentiu com sim com a cabeça e, depois de poucos segundos a descansar, decidiram sair dali. Foi buscar a mochila que tinha deixado no chão, para a luta, e encaminharam-se para o carro. A viagem de regresso à estalagem foi calma, mas Jensen manteve-se sempre atento. Se tinham sido atacados uma vez, nada lhe garantia que não voltariam a ser.

- Telefonaste ao Will, não foi? – Perguntou ao amigo, assim que entraram no quarto.

- Sim.

- O que eram aqueles demónios?

- Ele disse que eram Procuradores.

- Procuradores? A Chelsea falou-me deles. Disse que o primeiro demónio que enfrentou era um Procurador.

- O que é que achas que eles querem?

- Ela disse que eles não eram inteligentes nem traçam os próprios planos. O que quer dizer que alguém está por detrás disto. Alguém os estava a usar para nos espiar. Temos que nos despachar e ir buscar a última peça do ceptro.

- Concordo. E sabes onde está?

Jensen sorriu com um ar matreiro.

- Vamos para Espanha, mano.

 

Parece que o PJ e o Jensen estão a caminho da sua última paragem... que acharam do capítulo? (:

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2 comentários

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De Maria a 24.07.2014 às 22:37

aeeeeeee finalmente, mais perto de irem para casa
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De Yria Rivers a 25.07.2014 às 13:19

awwww já disse que adoro o jensen não já? e.e.e.e.e

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