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DDO: Ceptro da Pureza

por Andrusca ღ, em 22.03.14

Capítulo 12

Brincadeiras de Verão * Parte 1

 

A folha que Chelsea achara na Biblioteca Ancestral, sobre o ceptro com que sonhava, não lhe dava muita informação. Apenas que se chamava Ceptro da Pureza e que tinha sido construído para a Defensora livrar o mundo da Escuridão. De alguma maneira ampliava os seus poderes, tornando mais fácil eliminar qualquer obscuridade do mundo. Mas, tirando isso, pouco mais dizia. Tinha-a guardado na caixa de sapatos, na prateleira de cima do roupeiro, junto ao livro dos demónios.

Estava deitada na cama, sozinha com os seus pensamentos, quando bateram à porta que foi imediatamente aberta. Ela inclinou-se para ver quem era e sorriu ao irmão, que envergava os seus calções de banho azuis e uma t-shirt simples.

- O que foi? – Perguntou-lhe.

- Hoje vamos à praia, também queres vir? – Convidou ele.

A ruiva franziu o nariz. Sabia que, para se divertir a cem por cento, Jensen teria que estar cá, mas não podia deixar que o facto de ele estar a viajar lhe estragasse o verão.

- Sim, pode ser – acabou por dizer.

- Então despacha-te que… - nesse preciso momento o som da campainha fez-se soar pela casa, fazendo-o reformular a sua frase à pressa – o Brad já chegou.

A ruiva riu-se e pulou da cama, em direcção à gaveta dos biquínis. Enquanto o irmão foi abrir a porta ao amigo, Chelsea vestiu um biquíni branco e amarelo e um vestido meio transparente por cima. Calçou uns chinelos de enfiar o dedo e deu um jeito aos caracóis, ajeitando depois o colar. Quando se despachou desceu as escadas e deu com os dois rapazes sentados no sofá, à conversa.

- Estou despachada – anunciou, fazendo-os olhar para si.

Brad imediatamente se levantou e a foi cumprimentar com um beijo na cara, e depois seguiram o caminho para a praia. Não houve um qualquer segundo de silêncio, pois Brad e Richard fizeram o máximo que podiam para que Chelsea não ficasse calada. Faziam perguntas atrás de perguntas, contavam histórias até de histórias, até finalmente chegarem ao areal. Demoraram algum tempo a encontrar os amigos, a praia já estava mais cheia que o habitual, mas quando o fizeram dirigiram-se ao chapéu às riscas azuis e brancas.

- Bom dia! – Gritou Helen, cheia de energia e com um sorriso de orelha a orelha – Porque é que demoraram tanto? Já estamos aqui há…

- Tem calma – riu-se Richard – Quem é que achas que nos fez atrasar? Não é preciso pensar muito.

Chelsea revirou os olhos mas sorriu, enquanto pousava a pequena mala de ombro que levava com a toalha e o protector solar, entre outras coisas. Tirou o vestido e, ao longe, avistou Will à beira mar.

- Não sabia que o Will vinha – comentou.

- Encontrámo-lo pelo caminho – disse Cassie – e convidámo-lo. Ele não queria, mas nós não aceitámos um “não” como resposta.

A ruiva assentiu e, depois de retirar o vestido, começou a caminhar até ao rapaz que parecia estar com a cabeça noutro mundo.

- Vejam só quem decidiu parar o trabalho e ter alguns momentos de lazer – brincou ela, despertando a atenção do loiro.

Will riu-se e voltou a olhar o mar.

- Não tive escapatória – admitiu – A Cassie e a Helen podem ser muito persuasivas, ainda mais agora, que já sabem porque é que eu ando sempre atrás de ti.

- Pois, aposto que te disseram que me podias proteger se algo estivesse a acontecer na praia, como por exemplo se um caranguejo gigante de súbito decidisse atacar os banhistas – gozou ela, rindo-se para dentro.

- Algo desse tipo. Sei que concordei em dar-te umas folgas, mas…

- Eu sei – Chelsea agora adoptou um tom de voz sério e perdeu o sorriso que tinha nos lábios desde que chegara – A Kiki é a penúltima Bruxa. E nunca mais soubemos nada da Xay. O Oyuan está convencido que a minha última batalha vai ser com ela, porque ela é a mais poderosa.

- E eu acredito nisso também. A Xay não só é poderosa, como é esperta. Esperou todos estes anos pela sua vingança, não vai deitar tudo a perder agora por agir demasiado cedo.

Chelsea engoliu em seco e respirou bem fundo e, quando ia continuar a conversa, sentiu uma mão no seu ombro e instantaneamente a agarrou, impulsionando a pessoa por cima do seu corpo, fazendo-o cair no chão à sua frente, na areia molhada e com a água e a ir e a vir. Assim que viu o que fizera levou as mãos à boca, sem reacção.

- Oh meu deus! – Exclamou, enquanto olhava para Will e para Brad, que se encontrava agora estendido no chão – Brad, lamento muito.

Ajudou-o a levantar e o rapaz, um pouco sem jeito, riu-se.

- Alguém anda a treinar – brincou ele – Não faz mal.

Todos os outros se entreolharam. Brad era o único que ainda não sabia do segredo da ruiva e, como se iria mudar de novo assim que o verão terminasse, Chelsea queria que permanecesse na ignorância.

- Foi um reflexo, desculpa – repetiu ela.

- Descansa, estou bem.

 

 

Fleth entrou no quarto de Kiki como um furacão. A belíssima loira penteava o seu lindo cabelo loiro à frente do espelho, tendo apenas um roupão algo transparente vestido. Ficou a vê-lo a andar de um lado para o outro do quarto, a sentar-se e a levantar-se sucessivamente na colcha de veludo da cama, a ir até à janela e a voltar para trás. O Príncipe não parecia querer ficar quieto, não parecia sossegar e a Bruxa já estava a perder a paciência, queria saber o que se passava.

- Desembucha de uma vez – mandou, com um tom dócil, apesar de não ser nada assim.

Fleth olhou para ela e cerrou as mãos.

- Encontraram-no – anunciou – Os meus demónios encontraram o Byron. Está na França.

Um sorriso gigantesco desenhou-se nos lábios de Kiki, que largou a escova do cabelo e saltou para Fleth, prendendo-se com as pernas à volta do tronco deste.

- Então para quê essa cara, amor? – Perguntou, com um olhar triunfante – Estamos a conseguir o que queremos. Agora que sabemos onde ele está, matamo-lo.

Ele soltou-a para cima da cama e fez um pequeno grunhido, voltando a dar voltas pelo quarto.

- Queria encontrar a Defensora – afirmou – e matá-la também. E ele só está acompanhado por um rapaz!

- Um rapaz? – Perguntou Kiki, surpreendida – Um rapaz humano?

- Sim, um rapaz humano. Vamos esperar que ele nos leve até à Defensora. Mas há uma outra coisa: ouviram-no dizer para o humano que têm que encontrar um ceptro. Fazes ideia do que seja?

A Bruxa pensou por poucos segundos antes de abanar a cabeça.

- Não – reforçou, falando em voz alta – Assegura-te de que os demónios nunca o percam de vista. Eu quero saber tudo sobre esse ceptro.

Nesse momento uma gargalhada harmónica inundou todo o quarto, apanhando ambos de surpresa. Xay apareceu mesmo no centro do quarto, de frente para os dois. Estava tal e qual como a irmã a lembrava: graciosa e a mais bela de todas. Fleth engoliu em seco, sabia que deveria ter dito tudo a Xay antes, mas nunca pensara que esta o pudesse estar também a seguir.

- Irmã, que bom ver-te – disse a Bruxa mais poderosa, com alguma ironia na voz – Fleth, que bom saber que posso confiar em ti.

O Príncipe deu dois passos até ela, mas Xay levantou a mão e ele parou.

- Perdoa-me – pediu ele.

- Por quê? Fizeste exactamente o que eu esperava que fizesses. Traíste-me para partilhares a glória com a Kiki. Agora diz-me, irmã: se te disser tudo sobre esse ceptro, vais tentar encontrá-lo antes do Byron?

Xay tinha também sido apanhada desprevenida quanto ao ceptro, mas sabia exactamente o que era e o poder que tinha. Sabendo que não podia confiar em Fleth, seguiu-o de perto e, ao descobrir o que Byron procurava, percebeu que não o podia deixar pôr as mãos naquele ceptro. Já que tinha peões para usar, não iria sujar as suas mãos antes do tempo certo.

Kiki manteve o silêncio por alguns segundos, até finalmente caminhar até colocar-se de frente à irmã.

- O que é que tu ganhas? – Perguntou.

- Não tenho interesse em ser eu a matar o Byron. Podes matá-lo, e à Defensora se fores capaz, e tudo o que tens que fazer é trazer-me aquele ceptro. Quero destruí-lo – mentiu a Bruxa.

- Hum… - Kiki colocou um sorriso nos lábios e assentiu com a cabeça – Muito bem. O Fleth vai tratar de esperar que o Byron encontre o ceptro, e então mata-o. Então podes ter o teu ceptro.

- Posso confiar em ti, irmã? – Perguntou Xay. A irmã esticou-lhe a mão, para que ela apertasse e, quando Xay o fez, Kiki pronunciou entre dentes:

- Não te vais arrepender.

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3 comentários

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De Miguel Alexandre Pereira a 24.03.2014 às 19:39

as tuas palavras são envolventes, o enredo que vais escrevendo é cada vez mais interessante. confesso que me perco nesta história muito bem conseguida. parabéns :)
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De Yria Rivers a 25.03.2014 às 20:00

-.-'''''' mata-o o caraças!!!! NINGUÉM TODA NELE -.-
adoreii
beijinhos e ainda bemq ue gostaste dos meus capitulos ^^
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De ♥ Annie ♥ a 27.03.2014 às 22:14

Gosto tanto do facto do Richard se dar tao bem com os amigos da irma mais nova, é adorável. Isso e tambem o facto do grupo de amigos dos dois ser em si um grupo de amigos, e mesmo giro!
Ohh o Brad vai-se embora? Ele nunca aparecia mas eu ate gostava dele, era um querido para a Chels.
OH MAS ELES QUE NEM PENSEM QUE VÃO MATAR O JENSEN, MATO-OS EU PRIMEIRO!!

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