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A Sombra Atrás de Mim

por Andrusca ღ, em 25.07.14

Capítulo 13

Polícias e Detectives

 

Stacey estava dentro daquela sala rectângular, sem janelas e apenas com uma mesa e duas cadeiras, estrategicamente colocadas uma de frente para a outra. À sua frente tinha um detective, o mesmo que entrevistara Lydia, e desconfiava que por trás do enorme espelho na parede estivessem outros tantos. Já tinha visto séries policiais suficientes para saber que por trás daqueles espelhos havia sempre alguém.

- Não vou dizer nada sem o meu advogado – disse, pela terceira ou quarta vez, fazendo com que o detective suspirasse de frustração.

- Pela milionésima vez, menina Carrel, você não está aqui a ser acusada de nada – disse-lhe, enfadado – Só quero falar consigo.

Ela suspirou e cruzou os braços.

- Eu… não digo… nada – repetiu – Não tenho nada para lhe dizer.

De novo o detective revirou os olhos. Eram treinados para este tipo de situações, sabiam que fazer as pessoas falar era complicado, mas desta vez estava mesmo perto de perder a paciência.

- Menina Carrel, vou directo à questão: a sua amiga disse que estava a ser perseguida, é verdade ou mentira?

Era aquela. Aquela era a pergunta primordial. Aquela era a pergunta à qual Stacey queria gritar “sim” do topo de uma montanha, em plena televisão nacional, para que toda a gente ficasse a saber e a pudessem ajudar. Um simples “sim” àquela questão poderia colocá-la com protecção, podia fazer com que começasse a andar escoltada até apanharem aquele criminoso, com que o começassem de facto a começar a procurar.

- Não – acabou por mentir, suspirando fundo – A Lydia inventou isso.

- Tem a certeza? Porque se está assustada…

- Não estou assustada. Perguntou-se se andava a ser perseguida, respondi que não, agora posso ir embora? – Disse, um pouco brusca.

Do outro lado do vidro ele observava-a. Tinha um cabelo castanho-escuro e uns olhos claros. Já ia nos seus trinta anos, mas não havia vestígios de mulher ou filhos. Era solitário. Chamava-se Jackson e a rapariga que via maravilhava-o cada vez mais. Sabia com todas as certezas que mentia, podia ver no modo como os seus olhos estavam a mudar de uma direcção para a outra, como enrolava a ponta do cabelo com um dedo cuja unha já pouco verniz tinha, como o seu peito se enchia de ar de um modo cada vez mais rápido e irregular.

- Tenho outra pergunta – disse o detective, para Stacey, que soltou um suspiro e se deixou encostar para trás na cadeira.

- O quê? – Perguntou.

- Naquela noite em que a capela foi roubada estavam todos no cemitério, não é verdade?

- Sim. Eu, a Lydia, o Oliver, o Rex e o… Adrien.

- Correcto. Viu alguma coisa suspeita?

Sem querer Stacey voltou um riso 100% sarcástico.

- Está a gozar, certo? – Perguntou, quase num tom de ofensa – O meu namorado foi morto nessa noite. Isso conta como suspeito? Ou precisa de mais alguma coisa?

- Acalme-se – mandou o detective – A polícia assumiu que quem assaltou a capela tinha assassinado o seu namorado, mas…

- Não – interrompeu prontamente, tentando acalmar-se depois. Estava a ficar demasiado irritada. Ter de mentir e dizer que não andava a ser perseguida era uma coisa. Mas sentar-se naquela cadeira e ouvir aquele homem a acusar a sua melhor amiga de assassinar Adrien era outra completamente diferente – A Lydia não o matou.

- Como pode ter a certeza? Em todos os relatórios diz que estavam todos separados, não é verdade?

 - A Lydia não é uma assassina! – Gritou, exaltando-se e levantando-se.

Do outro lado do vidro Jackson franziu as sobrancelhas. Será que o outro detective tinha atingido um nervo ali? Iria ela descair-se e dizer algo que incriminasse qualquer outra pessoa para o assassinato de Adrien? Iria era dizer a verdade? Ficou cuidadosamente à escuta.

- Ouça… - continuou Stacey – Ela assaltou a capela, pronto. Talvez seja uma ladra… mas não é uma assassina. Disso tenho a certeza.

O detective assentiu com a cabeça.

- Muito bem. Pode ir, se tiver mais algumas perguntas contacto-a.

Stacey não esperou nem mais um segundo, avançou pela porta fora e só parou a algumas ruas de distância, sentindo uma raiva enorme. Deixando-se levar pelo momento pontapeou um caixote do lixo e soltou um grito à medida que levava as mãos à cabeça, completamente desesperada. O Clayton estava no hospital. A sua melhor amiga não era quem ela pensava. A polícia continuava sem fazer ideia de que havia um lunático a persegui-la. O mundo estava de facto ao contrário.

Jackson saiu da pequena sala e percorreu o corredor até chegar à sua mesa, sentando-se e pensando cuidadosamente. Começou a mexer no seu computador e colocou uma fotografia de Stacey no ecrã, observando-a bem.

- Stacey Carrel, Stacey Carrel… - murmurou.

 

E agora, quem será este Jackson e o que quererá da Stacey?

O que acham?

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4 comentários

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De Yria Rivers a 25.07.2014 às 13:23

omg e.e isso quer dizer que é este o perseguidor?
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De Yria Rivers a 26.07.2014 às 16:25

candidatei-me a fisioterapia e enfermagem, ou é uma coisa ou outra, ou então ir para lisboa sozinha ahahaah, vou fazer uma experiencia este ano e depois, para o ano, já tenho companhia e se nao gostar tento mudar de curso e vou para lisbon
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De Maria a 01.08.2014 às 13:24

o jackson é que é o perseguidor? trinta anos? é doente.
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De Maria a 01.08.2014 às 13:26

ah esqueci-me de dizer, ja voltei recomecei a escrever aquela fic que deu para o torto

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