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DDO: Batalhas sem Fim

por Andrusca ღ, em 12.08.13

Capítulo 19

Os Riscos do Trabalho * Parte 2


Por todo o caminho que levava a chegar ao Liceu de Diamond City, Chelsea sentiu-se a ser observada. Várias vezes olhou para os lados e para trás, mas nunca viu ninguém. Chegou a pensar que pudesse ser Jecek, o Príncipe que se tornava invisível, mas era impossível, ele não sabia que ela era a Defensora. Também ponderou a hipótese de ser um dos homens que tinham magoado o seu pai, mas não fazia sentido, porque a haveriam de seguir a ela? Mesmo assim, essa sensação não a abandonou durante todo o dia.

Ia tão distraída no corredor que nem viu por onde andava, indo de encontra a Cassandra.

- Desculpa – pediu, mostrando um pequeno sorriso – Cassie.

- Não faz mal… tu não estás com boa cara – observou a rapariga dos piercings. Noutros tempos Chelsea ter-lhe-ia contado tudo. Teria falado do medo que tinha que os seus poderes evoluíssem e que não os conseguisse controlar, contaria o que se tinha passado com o seu pai. Tudo. Mas claro que para isso Cassie precisava de se lembrar de coisas que não se lembra, e por isso, cada vez que a vê, Chelsea fica com um aperto no coração. Tinha saudades da rapariga que se tinha tornado sua melhor amiga em tão pouco tempo, não queria apenas ter as conversas do “olá” e “adeus” com ela. Mas não havia nada que pudesse fazer.

- Não, eu estou bem – mentiu –, obrigada.

Cassie encolheu os ombros e, depois de um sorriso, começou a afastar-se com o mesmo passo com que se tinha aproximado. A rapariga dos caracóis ruivos suspirou e continuou o seu caminho.

Depois de as aulas acabarem foi ter com o namorado à universidade e passaram o resto do dia juntos. Ele convidou-a para jantar na casa dele e ela aceitou, como se era de esperar, com a condição de não ficar até muito tarde porque amanhã tinha que se levantar cedo para ir para as aulas.

- Pareces pensativa – Jensen estava de volta do seu bloco de desenho a fazer uns rabiscos, enquanto Chelsea estava deitada na cama, e de vez em quando deitava um olhar à namorada para ver como ela estava – Estás bem?

- Estou preocupada com o meu pai – admitiu ela, pondo-se de joelhos voltada para a secretária, onde ele estava – Houve uma vez, quando eu tinha uns dois anos que ele ficou internado em coma por causa de uma situação destas. Eu não me lembro, nem o Richard, mas a nossa mãe contou-nos. Ele adora ser o xerife, mas há tantos riscos…

- Então e nós? – Perguntou-lhe ele, sentando-se na cama ao seu lado – Nós também corremos riscos Chels, e não é por isso que paramos. És muito parecida com ele nesse aspecto.

A ruiva abanou a cabeça. “Não sou, eu pararia se pudesse”, pensou ela.

Depois do jantar Jensen levou-a a casa na sua mota e deixou-a à entrada, despedindo-se com um beijo e voltando à estrada. Chelsea voltou-se para a porta e suspirou. O dia tinha passado rapidamente, e a sensação de perseguição também já tinha aliviado um pouco. Ia levar a chave à fechadura quando viu uma sombra através do cortinado da sala que a fez recuar logo. Viu três vultos sentados no sofá e outros três de pé, numa posição autoritária. Na mão de um dos três vultos que estavam em pé Chelsea conseguiu distinguir a forma de uma pistola, o que a fez ficar logo alarmada. Recuou apressadamente e olhou para o outro lado da estrada, vendo lá o carro de patrulha que o pai disse que ia vigiar a casa.

Correu até lá e viu os dois agentes adormecidos, e, ao tentar acordá-los, reparou que estavam desmaiados. Provavelmente tinham sido drogados.

- E agora? – Perguntou-se. A sua família estava lá dentro com os homens que ela tinha a certeza serem os que escaparam na noite anterior. Tinha que fazer alguma coisa. Pegou no telemóvel e ligou para a polícia e, sem nunca se identificar, explicou o que se estava a passar. Em seguida correu para as traseiras da casa e, usando o seu poder de levitação, pulou para a parte mais baixa do telhado, aquela que dava acesso à janela do seu quarto, e entrou por aí. Pousou a mala em cima da cama e saiu para o corredor, aproximando-se das escadas em silêncio. “Se for como Chelsea Burke não vou poder usar os meus poderes, se for como Defensora do Oculto corro o risco do meu pai arranjar maneira de me alvejar”, pensou ela, “mas ao menos isso significava que ele estava vivo e de boa saúde”.

Apenas desceu as escadas já depois de ter as vestes de Guerreira Defensora, e quando o fez pôde ver os dois homens que tinha visto na noite anterior, mais um, o que tinha arranjado a fuga de carro.

- Devíamos acabar já com isto – dizia um.

- Não – discordou outro – Combinámos destruir a família toda, e pelo que sei, falta um membro.

- Se vocês magoarem… - Norman Burke foi calado por um murro e Margaret pulou ao mesmo tempo que guinchou, assustada. Richard olhou para o lado e foi aí que viu a irmã, que lhe fez um gesto com o dedo ao lado do nariz para que não a denunciasse.

- Eu disse que o primo não nos ia deixar ficar na choldra – disse um dos homens.

- Claro que não, eu nunca vos deixaria assim – falou o que Chelsea considerou ser “o primo”.

“Está bem, tens que pensar um pouco… são humanos mas têm armas e tu não és à prova de bala”, pensou Chelsea, “a polícia não deve tardar a chegar, mas eles estão a ficar impacientes e não posso arriscar que magoem alguém”.

A ruiva deu poucos passos para dentro da sala e clareou a garganta, fazendo com que os três homens se voltassem para ela. Margaret ficou espantada e Norman boquiaberto, enquanto Richard – ao saber de quem a Defensora se tratava –, continuava preocupado.

- Quem é esta? – Perguntou “o primo”.

- É a Defensora do Oculto – murmurou outro.

- Nem que fosse a rainha de Inglaterra – disse o outro entre dentes, passando a pistola que tinha na mão ao “primo” e arregaçando as mangas – Desta lingrinhas posso eu tratar apenas com as mãos.

O homem investiu num murro e Chelsea evitou-o graciosamente, o que acontecia poucas vezes, e acertou-lhe com um pontapé no estômago, que o mandou contra uma pequena mesinha e fez com que o candeeiro que lá estava e várias fotografias caíssem. “Desculpa mãe”, pensou a rapariga.

- Deixa comigo! – Afirmou o “primo”, furioso, dando também alguns passos na direcção da rapariga – Achas-te espertinha, achas? – Chelsea não respondeu – Responde!

Já várias vezes tinha falado ao pé do pai, como Defensora, mas nunca tão perto e tinha medo que, tanto ele, como Margaret, lhe pudessem reconhecer a voz.

Como resposta Chelsea colocou-se apenas em posição de ataque, e o homem não tardou a ir ao seu encontro. Ao contrário do outro, este conseguiu acertar-lhe a mandou-a contra a parede, fazendo com que Richard se exaltasse um pouco e o seu coração batesse a mil à hora. Mas a ruiva recompôs-se e não demorou a pôr o “primo” no mesmo sítio do outro, também no chão. Voltou-se então para o último homem consciente, que lhe apontou a pistola.

- Não sou estúpido como eles – afirmou ele, destrancando a arma – Vamos ver te consegues escapar a uma bala.

As sirenes da polícia começaram-se a ouvir e Chelsea aproveitou para dar um pontapé na mão do homem, fazendo com que a arma caísse, e mandá-lo também a ele ao chão. “Queria tanto dizer qualquer coisa agora”, pensou. Baixou-se e agarrou nas três armas, indo depois na direcção do xerife, para quem estendeu as armas.

Norman Burke aceitou-as sem dizer uma palavra e viu a bela ruiva sair pela porta de entrada, ainda pasmado.

- Ela foi…

- Fantástica – interrompeu-o Richard.

Chelsea voltou a contornar a casa e a subir para o quarto, onde voltou ao seu aspecto natural e a agarrar na mala, para depois voltar a sair de novo pela janela. Estava na altura de se fazer de ignorante, de fingir que não sabia o que tinha acabado de acontecer.

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3 comentários

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De ♥ Annie ♥ a 13.08.2013 às 00:04

Eu sabia que eles iam voltar, que estupidos! Ainda bem que a Chels tava la para salvar o dia :)

Ainda bem que puseste hoje, amanha vou para a aldeia, e la nao tenho net, nao vou comentar os proximos capitulos :s
MAS QUANDO VOLTAR COMENTO TUDINHO, COMO SEMPRE <3
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De Maria a 15.08.2013 às 13:18

wow, vamos ver se é agpra que o norman deixa de embirrar com a chels
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De Annie a 16.08.2013 às 20:45

E a Defensora a mostrar ao Cherife que ela também o consegue salvar !
Beijinhos, adorei

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