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DDO: Batalhas sem Fim

por Andrusca ღ, em 30.07.13

Capítulo 17

A Época de Milagres * Parte 1

 

- “E agora, mais uma notícia explosiva. Parece que a moda das cartas mandadas ao Pai Natal já lá vai, e foi substituída por uma nova e mais única de Diamond City. O velhinho das barbas brancas foi trocado por uma jovem de cabelos de fogo. O nosso estúdio tem recebido… Cartas à Defensora” – disse Claire Holt, pivô das notícias que Chelsea via, encostada a Jensen, no sofá da casa deste.

- “É verdade Claire!” – Afirmou o seu co-âncora, John – “Quem quer aquele velhote de barriga proeminente e barbas compridas e brancas quando pode ter uma heroína jovem e com tudo no sítio?” – Perguntou para a câmera, dando uma gargalhada – “A nova moda é largar o velho Querido Pai Natal… e começar as cartas com Querida Defensora do Oculto… Há pedidos de todas as maneiras e feitios, grandes, pequenos, impossíveis… mas todos feitos com uma grande esperança num milagre natalício. Claire, não querias ler umas dessas cartas?”

- “Pois claro. Aqui está uma: Querida Defensora do Oculto, não sei se festejas o Natal ou não, podes ser judia. Mas no caso de festejares, gostava que me desses uma prenda. Não podias descer pela minha chaminé e dizer-me ‘olá’? Adorava conhecer-te, és a minha heroína e acredito no que fazes. Quando crescer quero ser como tu. Assinado Joan”.

- “Não é uma gracinha?” – Perguntou John, rindo-se.

- Cartas à Defensora? – Perguntou Chelsea, olhando para Jensen que esboçava um pequeno sorriso – Mas quem é que teve esta ideia? É quase tão ridícula quanto nós termos conhecido Homens das Neves.

- Mas nós conhecemos mesmo – afirmou o rapaz dos olhos azuis, rindo-se – Shh, vamos ouvir.

- “Tenho aqui outra” – disse Claire – “Vamos ler: Querida Defensora, tudo o que queria este Natal era uma PS3, uma televisão nova para o meu quarto, um computador portátil para o meu pai porque o dele se avariou, e um par de luvas para a minha mãe. Ela não precisa de nada. Ah! Se não te importasses, gostava também de videojogos novos e uma Nintendo nova… ainda gostava de me desses uma namorada. Adeus, Noah” – desta vez foi Claire quem riu, e Chelsea fez o mesmo.

- Se quer uma namorada, que largue os electrónicos – disse Jensen, abraçando a ruiva e chegando-a mais para ao pé dele – Comigo resultou.

- Que engraçadinho…

- “Se quiser saber quais são outros dos desejos, dos nossos jovens, pedidos à Defensora do Oculto, pode encontrá-los no nosso website. Daqui Claire Holt e John Finn, e tenha um dia maravilhoso” – Jensen desligou a televisão e suspirou, dando um beijo na bochecha de Chelsea.

- Véspera de Natal – suspirou ele, enquanto descia os beijos ao pescoço da rapariga, fazendo-lhe cócegas.

- Pára – riu-se ela, afastando-se ligeiramente – Já falámos disto, eu não…

- Sim, desculpa – Jensen suspirou e Chelsea imitou-lhe o gesto.

- Não é que não queira, é só que…

- Não faz mal, a sério. É normal estares nervosa e quereres que tudo corra bem, na primeira vez…

- Não é a minha primeira vez – Chelsea disse aquilo de uma forma rápida e tudo aos trambolhões, para depois pressionar os lábios com força à medida que via a boca de Jensen abrir-se e nenhum som sair de lá – Desculpa, eu… foi um erro e eu…

- Então não és…?

- Não – Chelsea engoliu em seco e levantou-se do sofá, andando para trás e para a frente à frente dele – É só que… conseguia ver o quanto importante isto era para ti, e que querias ser o primeiro e eu só… mas sabes, se contares com a intenção, e o amor, então vais ser o primeiro porque…

- Caracolinhos, ei, respira – ele alcançou-lhe a mão e puxou-a, fazendo-a sentar-se ao seu colo – Se não quiseres falar sobre isso…

- Eu estava mesmo, mesmo, bêbeda. E o mais estúpido é que nem me lembro o porquê. Foi num bar, com um rapaz que conheci lá e nunca mais vi, poucos meses antes de me tornar na Defensora. É como eu disse, foi um erro, e só o fiz porque estava bêbeda, apesar de isso não ser desculpa e…

- Ei, não faz mal… - ele pôs-lhe o dedo nos lábios para a calar e ela engoliu em seco. Ele não estava chateado, e ela não conseguia compreender o porquê disso – Não me importo de não ser o primeiro… desde que seja o último.

Chelsea sentiu o seu coração começar a bater com mais lentidão e respirou fundo, rindo-se.

- Combinado – afirmou, dando-lhe um beijo suave nos lábios – O que vamos fazer hoje? Os meus avós só chegam à noite, até lá sou toda tua. O que vais fazer hoje à noite? – Sentiu o corpo do namorado ficar mais rígido junto ao dela e estranhou. Ele só ficava assim quando estava chateado ou desconfortável – Jensen, o que foi?

- Provavelmente nada de especial… vou ver televisão com a minha mãe… - Jensen foi interrompido pelo trinco da porta a destrancar e desta a abrir, a Sra. Mills tinha chegado.

- Finalmente acabou o meu turno! – Suspirou ela cheia de alívio, ainda antes de ver Chelsea. A ruiva levantou-se e aproximou-se da porta da sala, para que a mãe do namorado a visse – Chelsea! Que bom ver-te aqui! Oh, se não tivesse pegado dois turnos no hospital tinha-te deixado um bolinho feito logo pela manhãzinha.

- Não era preciso Phyllis – afirmou Chelsea, dando um abraço à Sra. Mills. Tal como Jensen era muito cúmplice com os pais de Chelsea, também ela era com a mãe dele, e sabia perfeitamente que a ausência do Sr. Mills os magoava aos dois – Estava mesmo agora a perguntar ao Jensen o que iam fazer hoje, por ser Véspera de Natal.

- Oh… - Phyllis baixou o olhar e encolheu os ombros – O meu marido ficou preso em Londres, em trabalho… ele viaja demasiado, já sabes como é. Suponho que vá ser uma noite normal…

- Oh, nada disso! – Exclamou a rapariga dos caracóis ruivos, abrindo um sorriso. Jensen chegou por trás dela e colocou-se ao seu lado, depois de cumprimentar a mãe com um beijo na bochecha – Podem vir para a minha casa.

- Ora essa Chelsea, íamos lá nós infiltrarmo-nos num Natal em família – desculpou-se a Sra. Mills.

- Oh vá lá Phyllis, vocês são como família. O Jensen é como um irmão para o Richard, para não falar de como é importante para mim. E os meus pais adoram-vos, não se vão estar a infiltrar de todo. Vai ser divertido, a família vai comer toda junta, os meus avós vão vir também, vamos abrir as prendas e depois dormimos todos lá. Amanhã vai haver um banquete enorme ao almoço.

- Eu não sei Chelsea…

- Não aceito um “não” como resposta – insistiu a ruiva – Vocês não vão passar o Natal sozinhos.

Phyllis sorriu e encolheu os ombros.

- Parece que vou ter que me habituar, não é? Afinal quando tiver netinhos vai ser um Natal com muita gente e em família – brincou ela, fazendo com que Chelsea ficasse mais vermelha que um tomate.

- Mãe… - disse Jensen, sem jeito.

 

 

- Tens a certeza que queres fazer isto? – Perguntou Jensen, relutante, enquanto apertava mais as folhas de papel que tinha nas mãos.

- Sim, absoluta! – Confirmou Chelsea – Ao princípio achei parvo, mas porque não? Se vai trazer alguma alegria a alguém, não vai fazer mal. Além disso, preciso que as pessoas comecem a gostar mais da Defensora do Oculto, ou não concordas? Claro que não me vou pôr a dar PlayStations a ninguém, só vou realizar os desejos possíveis.

Depois de Chelsea ter telefonado à sua mãe a pedir que a mãe de Jensen e Jensen fossem passar a consoada à sua casa, ficou de novo sem nada para lhe completar o dia. A Sra. Mills fez um almoço delicioso, mas a tarde ainda era longa e como Phyllis foi chamada de emergência ao hospital, Chelsea e Jensen viram-se uma vez mais sem planos. Foi então que a beldade de caracóis ruivos se lembrou a notícia que tinham visto mais cedo na televisão e convenceu o namorado a ir ao website da estação televisiva para ver que mais “Cartas à Defensora” lá estariam. E foi então que decidiram tornar alguns desses pedidos realidade.

Rumaram os dois à casa da ruiva e como Margaret estava tão entretida na cozinha com os preparativos para o jantar, nem deu por eles entrarem. Chelsea foi buscar um saco de coisas de quando era mais pequena, brinquedos, para distribuir pela cidade, e depois pararam os dois no quarto dela.

- Por mim tudo bem… - ele encolheu os ombros e um suave brilho passou por todo o seu corpo, dando-lhe as vestes escuras e a capa, com a máscara a cobrir-lhe parte da cara – Mas tu vais passar frio.

Chelsea suspirou. Estava um frio de rachar na rua, e as roupas de Defensora do Oculto não eram nada quentes. Mesmo assim deixou que a luz do pingente que trazia ao pescoço se expandisse por todo o corpo e ficou com a fina túnica e os calções, com as botas e a máscara.

- Não vou nada – afirmou ela ao abrir o roupeiro, de onde tirou uma gabardina preta e até muito abaixo dos joelhos – Vamos?

- Chama-me Pai Natal Mascarado – brincou Jensen, fazendo-a rir.

Saíram os dois pela janela do quarto dela, e começaram a caminhar na rua livremente, sendo alvos de alguns olhares menos discretos.

- Qual a nossa primeira paragem? – Perguntou a ruiva.

- “Querida Defensora do Oculto, este Natal só gostava de dar uma boneca à minha irmãzinha. Nem precisa de ser muito grande, porque ela também é bebé. Só queria dar-lhe uma coisa para que se lembre de mim. Traz-me essa boneca, trazes? Assinado Elliot” – leu Jensen – E a morada está por baixo.

Chelsea deu uma espreitadela e sorriu. Bonecas haviam bastantes dentro do saco negro que Jensen suportava. Andaram a um passo apressado pois Jensen levava também umas vinte cartas impressas, na mão. Tinham que ter tempo para cumprir todos os desejos possíveis.

Quando chegaram à porta da casa da morada apontada na primeira carta, Jensen tirou uma boneca de dentro do saco e deu-a à namorada, que bateu três vezes. Quem a abriu foi um rapazinho de talvez doze anos que, assim que viu quem se apresentava à sua frente, formou o sorriso mais feliz e inocente que Chelsea alguma vez tinha visto.

- És o Elliot? – Perguntou ela, ao que ele apenas assentiu – Olá, eu sou a Defensora do Oculto. Recebi a tua carta.

- Trouxeste-me uma boneca? – Perguntou ele com a surpresa espelhada na voz e os olhos a brilhar, ao dar com eles na boneca em que Chelsea agarrava.

- Espero que a tua irmãzinha goste – disse ela, passando a boneca para as mãos do pobre rapaz – Feliz Natal Elliot!

E depois de Elliot várias outras cartas se seguiram. Muitas delas eram apenas desejos de conhecerem a Defensora, de a terem frente-a-frente, de falarem com ela. Outras pediam por brinquedos ou coisas que ninguém pode dar, como saúde.

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6 comentários

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De Maria a 30.07.2013 às 20:03

tão fofos a quererem simplesmente conhecê-la
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De Bia a 30.07.2013 às 21:25

Está lindo :) que queridos que eles estão a ser a realizar os desejos dos mais pequeninos e ainda bem que o Jensen não vai passar um natal infeliz!
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De ♥ Annie ♥ a 31.07.2013 às 17:11

''Cartas á Defensora'' - da boa ideia!
MAS CHELS, BIG REVELATION !
Fico feliz por o Jensen e a mãe não passarem o natal sozinhos e tristes.
''Chama-me Pai Natal Mascarado'' ahah Jensen és o máximo !
Eles são uns queridos por realizarem os sonhos dos meninos :)
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De Annie a 01.08.2013 às 16:39

Não podias ter melhor ideia. Adorei o facto de eles se juntarem e tornarem este Natal mais feliz.
Beijinhso
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De francis marie a 01.08.2013 às 18:21

DESCULPA, DESCULPA NÃO TER COMENTADO O OUTRO CAPITULO :$$$$$$$
Mas eu amei os dois e achei fofo o que a Chels e o Jensen estão a fazer *_*
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De Raqueel a 05.08.2013 às 16:39

Oinees a defensora tao fofiiiinha *-* adoreii =D

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