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DDO: Batalhas sem Fim

por Andrusca ღ, em 25.07.13

Para vocês que dizem que esta história tem tudo, deixo-vos agora um "bichinho" fora do normal x)

Comentem o capítulo, e leiam o post que vou pôr a seguir por favor.


Capítulo 16

Yeti, o Homem das Neves * Parte 1

 

- Estou preocupada com ele – desabafou a rapariga dos caracóis ruivos, que, deitada na sua cama, tinha a cabeça pousada no peito do namorado enquanto este lhe brincava com o cabelo.

- Com o Richard? Ele está bem, já interiorizou a ideia de sermos quem somos – disse-lhe ele.

- Eu sei… é isso que me assusta. Ele já não tem medo, tudo o que faz é perguntar-me quando tenho uma missão, ou se há algum demónio por perto, e quando há, segue-me. Ele segue-me Jensen, chegou a esse ponto.

- Queres que fale com ele?

A ruiva suspirou. Não queria mandar o namorado dar um raspanete ao irmão, não queria ser cobarde e não o fazer ela própria. Mas já tinha esgotado as ideias de como lidar com Richard. Depois da primeira reacção de medo, o irmão de Chelsea começou a ficar cada vez mais vidrado nas perseguições a criaturas do oculto e não falava de mais nada.

- Não… é só que… - ela fez uma pausa e respirou fundo, enquanto olhava para o candeeiro pendurado no tecto – É só que ele morreu. E tu morreste, mas tu agora lembras-te. E como ele não se lembra, é como se nunca tivesse acontecido, não quer saber, por muitas vezes eu conte a história. Não muda nada. Para ele é tudo um grande jogo, e se ele se lembrasse… pois, aí já tinha medo.

- Chels… eu percebo-te, mas de certeza que quando a novidade passar, ele melhora.

- Só espero que ele não faça asneiras esta semana. Vou estar longe e quero estar descansada.

É verdade, esta semana Chelsea ia juntamente com outros alunos do último ano do liceu para as montanhas de Diamond City, que nesta altura do ano estavam sempre completamente cobertas de neve. Era a viagem de finalistas que a escola tinha organizado. A chegada era um dia antes da Véspera de Natal.

Jensen exibiu um pequeno sorriso, e Chelsea, sentindo-o a fazê-lo, dirigiu-lhe o olhar e ergueu a sobrancelha.

- Porque te estás a rir? – Perguntou ela – Vou estar uma semana sem te ver, vou ter saudades tuas.

- Amanhã descobres – a resposta dele intrigou-a, e ela endireitou-se em cima da cama, de joelhos de frente para ele, e ficou a pressioná-lo com o olhar, até o fazer suspirar – És muito chata, já sabias?

- Jensen? Descubro o quê? – Insistiu, não se deixando distrair pelo insulto que o namorado tinha formulado na esperança que a fizesse mudar de conversa. Jensen riu e revirou os olhos, mas ela não achou graça nenhuma e chegou-se mais para ele – Descubro o quê Jensen?

- Que chata! – Brincou – Já são quase horas de jantar, não me digas que não consegues esperar até amanhã. Já fizeste a mala para levares?

- Jensen! – Exclamou ela – Não me venhas com outros assuntos. Descubro o quê? Porque é que te riste? Está a acontecer alguma coisa? Tem a ver com a Defensora do Oculto? Não devia ir?

- Calma. Não é nada disso – ele suspirou e endireitou-se também na cama, encostando-se direito à cabeceira – É só que… não vais sentir a minha falta durante esta semana…

- O que é que estás a dizer? Claro que vou!

- Não, deixa-me acabar. Não vais ter saudades minhas porque eu vou lá estar.

Chelsea demorou alguns segundos a interiorizar o que tinha ouvido. Ele ia lá estar? Ia estar nas montanhas? Mas porquê?

- Do que é que estás a falar? – Perguntou ela, curiosa mas radiante.

- A direcção do liceu pediu para que alguns alunos universitários fossem a acompanhar para terem mais olhos sobre vocês. Quando soube disso inscrevi-me e convenci o Richard e o PJ a fazerem o mesmo. Com a neve podia ser difícil controlar todos os alunos. Ia-te surpreender, mas…

- Vais comigo?! – Guinchou ela, mandando-se a ele de braços abertos e dando-lhe um abraço apertado, largando-o poucos momentos depois – Oh meu Deus, vai ser tão fantástico! Podemos fazer esqui, e passear pelas montanhas, e temos uma semana inteira para estarmos juntos e… vai ser óptimo!

Jensen riu.

- Sim, vai ser óptimo.

 

 

- Chelsea! Estás pronta? – Gritou Margaret, da sala.

A ruiva acabou de pôr os cereais à pressa dentro da boca e meteu a tigela na máquina de lavar loiça, para depois sair da cozinha e ir vestir o casaco, que tinha em cima do sofá, na sala. A mãe passou-lhe a mochila para as mãos e deu-lhe um beijo na bochecha, sorrindo-lhe em seguida.

- Diverte-te e porta-te bem. Não te afastes dos grupos Chelsea, com a neve podes-te perder – orientou ela, enquanto fechava mais o fecho do casaco da filha.

Chelsea já tinha ido em várias viagens com a escola, também durante vários dias e a dormir fora de casa, mas Margaret tinha sempre medo que alguma coisa fosse acontecer. Os receios de mãe, que independente da quantidade de vezes que os filhos façam uma coisa, continuam a pensar que algo pode correr mal; que independentemente de eles crescerem, os vêem sempre como uns bebés de fralda que vão sempre precisar delas. E é verdade, um filho precisa sempre de uma mãe, e o único defeito que elas têm é não serem eternas.

- Sim, já sei mãe – respondeu-lhe a rapariga dos caracóis ruivos, rindo-se – Não me vou afastar, vou ter cuidado a andar de esqui, e vou comer bem. Falhou-me alguma coisa?

- Não, não falhou. Vou ter saudades tuas. Diverte-te!

Depois das despedidas Chelsea dirigiu-se para a escola, com uma enorme mochila às costas. Richard tinha ido mais cedo, pois tinha que se reunir com os outros universitários e os professores. Ao longe, enquanto ainda caminhava, a ruiva viu dois autocarros estacionados fora do liceu e sorriu. À volta deles estavam alguns alunos e, quando conseguiu encontrar Helen e Tony, juntou-se a eles.

- Sabem quem também vem? – Perguntou ela, extasiada, não lhes dando tempo nem para pensar – O Jensen! E o PJ, e o Richard…

- Porquê? – Perguntou Tony.

A amiga explicou-lhe o que Jensen lhe tinha dito, e pouco depois foram chamados por uma professora de Educação Física para entrarem para o autocarro. Já lá dentro, todos foram chamados pelo nome, um a um, para que se averiguasse se faltava alguém ou se podiam seguir viagem, e só depois é que os outros professores se juntaram aos alunos, tal como os acompanhantes da universidade. Chelsea, sentada num dos lugares ao fundo do autocarro, ao lado da melhor amiga, viu Jensen ocupar um dos lugares da frente e acenou-lhe com a mão, o que ele lhe retribuiu adicionando um sorriso.

A viagem demorou quase quatro horas, mas foi sempre bastante animada e correu sem percalços. Tiveram duas paragens para que se pudesse ir à casa de banho ou comer qualquer coisa, e foi apenas aí que Chelsea pôde falar com o namorado, com o irmão e com PJ, por breves minutos.

Chelsea já estava a ficar aborrecida de estar fechada no autocarro, quando finalmente reparou que já tinham começado a subir a montanha e havia neve por todo o lado. Desde essa altura, até chegarem à estância onde ficariam instalados, foi menos de quinze minutos.

Quando o autocarro parou todos saíram à pressa, e Chelsea olhou maravilhada para o que se estendia à sua frente. A estância era enorme. Uma casa compridíssima com três andares, dois apenas com quartos e casas de banho, e o de baixo com o refeitório, a sala de estar, e uma sala de jogos. Logo ao lado da casa havia pistas de esqui, algumas com vários obstáculos no meio, e outras, para os principiantes, sem nada. Era para essas que a ruiva iria, ela nunca tinha conseguido andar de esqui, embora já tenha tentado inúmeras vezes.

Foram buscar as malas e seguiram os professores até ao hall de entrada, onde ficaram para combinarem as coisas.

- Já sabem como isto vai ser – explicou o professor de Educação Física de Chelsea – Têm a liberdade de fazerem o que quiserem, desde que não entrem no bosque e nunca andem sozinhos. É obrigatório estarem aqui na estância a partir das dez da noite, é o recolher obrigatório. Os pequenos-almoços são servidos das nove até às onze e meia, e o almoço à uma, e o jantar às oito e meia. Quem não se sentir confortável com os desportos, peça ajuda a um de nós, professores, ou a algum dos alunos universitários que convidámos. Agora quanto à distribuição de quartos, cada quarto tem dois beliches, logo vão ficar quatro a quatro – depois de ter dito alguns nomes de raparigas, por ordem alfabética, chegou ao da ruiva – Noutro quarto ficarão a Cassandra Grey, Chelsea Burke, Dana Altman e Elise Finnigan – Chelsea suspirou. “Cassie…”, pensou ela, dando uma olhadela à rapariga dos piercings, que estava à sua direita, depois de algumas pessoas, “vai ser difícil estar com ela e não lhe dizer nada…”.

Dana pôs a mão no ar e uma professora de inglês deu-lhe a palavra:

- Algum problema Dana?

- Desculpe professora… não há a possibilidade de ficar num quarto com alguém menos… comum? – Chelsea cerrou os punhos. “Como eu a detesto”, pensou. Dana Altman, além de ser mesquinha e fútil, tinha saído com Jensen no tempo em que este não se lembrava da história com Chelsea, o que fazia com que a ruiva ainda gostasse menos dela, apesar de já a odiar antes disso.

- Ninguém muda de quarto – afirmou o professor de Educação Física.

Depois de todos os quartos distribuídos, os alunos subiram as escadas e puseram as malas lá dentro. Chelsea olhou em volta e sorriu a Cassie. O quarto era pequeno, tinha apenas os beliches e uma cómoda. Dana detestou, tal como Elise, que também não era lá uma rapariga muito simpática, o que fez com que Cassie se risse.

- Isto vai ser divertido – murmurou ela, com sarcasmo, para Chelsea quando as outras duas saíram. A ruiva soltou uma gargalhada e voltou-se para ela, era a primeira vez que falavam em meses, e mesmo que Cassie não se lembrasse dela, Chelsea tinha a certeza que seriam tão amigas como dantes – És a Chelsea, certo?

- Sim, posso-te chamar Cassie? – Cassie sorriu-lhe e assentiu, era mesmo assim que ia pedir para ser tratada.

Como tinham almoçado pelo caminho, e Chelsea não conseguia encontrar ninguém e já tinha visto a casa toda, decidiu ir tentar esquiar. Foi à loja de aluguer do material, na parte lateral da estância, e alugou tudo o que precisava. Depois de estar no espaço destinado ao esqui, pô-los nos pés e tentou-se levantar, mas não estava a ter o sucesso que esperava.

- Vá lá… - murmurou para si mesma, quando, ao tentar levantar-se, os pés andaram para a frente e caiu de novo na neve.

Suspirou e fechou mais o fecho do casaco impermeável que tinha vestido. Ajeitou as luvas e agarrou nos batons – os dois pauzinhos que se usa para se dar balanço – e voltou a tentar, caindo de novo de rabo na neve.

Ao longe viu Dana, a deslizar graciosamente pela neve, veloz, até começar a chegar ao pé de si e parar, soltando uma enorme gargalhada.

- És tão ridícula Chelsea – gozou ela, perfeitamente equilibrada nos esquis. Mas ao ver algo que Chelsea não viu, mandou-se para o chão e sorriu maliciosamente. Só depois Chelsea viu Jensen e PJ aproximarem-se, e sorriu-lhes aos dois.

- Ainda não te levantaste? – Perguntou Jensen, rindo-se – Queres que te ensine?

- Sim, por favor! – Guinchou Dana, por cima da voz de Chelsea, que nem se ouviu. A ruiva olhou para ela incrédula, tal como os dois amigos, e ela continuou – Jensen… nunca mais me ligaste. Disseste que ias ligar, e não ligaste… eu percebo, provavelmente perdeste o meu número, não faz mal. Isto é tão difícil, gostava mesmo que me ensinasses a esquiar, não sei porquê mas não consigo.

- Sua… - de novo, a voz de Chelsea foi cortada, mas desta vez pelo namorado.

- Desculpa, eu…

- Deixa lá, deixa lá – E Dana interrompeu-o a ele – Depois de me ajudares podemos ir dar um passeio, e quem sabe… estamos num clima romântico e… - Chelsea pressionou os lábios e deitou um olhar de morte à rapariga, que estava sentada perto dela. “Acalma-te, não faças uma cena, acalma-te”, repetia por dentro – O tempo que tivemos juntos foi tão pouco e… agora seria uma boa altura, temos uma semana inteira para nós.

- Nós? – Repetiu Chelsea, num tom irónico.

PJ olhou para Jensen e engoliu em seco.

- Chelsea, eu saí com a Dana uma vez e…

- Eu sei disso – cortou Chelsea a palavra, ao namorado – Ela é tagarela, claro que sei isso.

- E mesmo que não soubesses, não é da tua conta – afirmou Dana, de nariz empinado.

- Na verdade, é – disse Jensen, estendendo a mão à ruiva e ajudando-a a levantar-se. Chelsea custou a equilibrar-se, mas depois conseguiu ficar de pé e direita – Lamento Dana, tenho namorada. E uma que não tenciono perder.

Primeiro Dana soltou uma gargalhada, mas logo em seguida percebeu que ele não estava a brincar e a sua expressão tornou-se séria.

- Ela? – Perguntou, com desagrado – A sério, ela? Que mau gosto…

Levantou-se rapidamente e esquiou para longe, com uma perfeita técnica. “E não sabias esquiar, hã?”, pensou Chelsea com ironia.

- Esta semana vai ser divertida – gozou PJ.

- Sim, especialmente porque vou dividir o quarto com aquele monstro – refilou Chelsea.

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4 comentários

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De ♥ Annie ♥ a 25.07.2013 às 18:04

Que bicho? Quero saber, quero saber, quero saber!
AH, essa Dana e mesmo detestavel. E levou uma tampa, toma ;p
A Cassie no mesmo quarto que a Chels, VÃO VOLTAR A SER AMIGAS YEEEEEY
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De Annie a 25.07.2013 às 19:42

Cassie e chels no mesmo quarto - perfeito.
Chels e Dana no mesmo quarto - vai dar barracada.
Adorei <3
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De Maria a 25.07.2013 às 23:57

fiquei super contente com o facto da cassie e a chels ficarem juntas
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De francis marie a 26.07.2013 às 15:00

Yeti? O que vai ser a seguir? o pé grande? (que é quase a mesma coisa que o yeti mas pronto xd)
Adorei, principalmente quando Jensen esfregou na cara da Dana que namorava com a Chels u.u

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