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DDO: Batalhas sem Fim

por Andrusca ღ, em 22.07.13

Capítulo 14

A Descoberta de Richard * Parte 2


Depois de comerem o xerife Burke foi para a delegacia, Richard e Jensen foram para o quarto do primeiro, e Chelsea foi ajudar a mãe na cozinha.

- Tens a certeza do que estás a fazer? – Perguntou ela, depois de passar um prato lavado para a filha limpar.

- Descansa, sei – assegurou a rapariga dos caracóis ruivos.

- Tu já sabes como ele é com as raparigas. Eu adoro o Jensen, mas não percebo, vocês nunca se deram bem…

- É diferente comigo – afirmou Chelsea – É como se… como se viesse de vidas passadas – Margaret riu.

- Espero que saibas o que estás a fazer.

Depois de a mãe sair, Chelsea subiu para o andar de cima e foi para o quarto do irmão, onde, ligeiramente deitada na cama, o observou a ele e ao namorado a jogarem PlayStation. Ela estranhou o facto de Richard não ter tocado mais na novidade que recebera ao almoço, mas supôs que já tivesse falado disso com Jensen enquanto ela estava a ajudar a lavar a loiça.

Quando se fartou de os ver a “brincar”, foi para o seu quarto e, como estava cheia de frio, decidiu tomar um banho com a água bem quente.

Passados poucos minutos Jensen e Richard ouviram um barulho no andar de baixo e pararam o jogo. Aproximaram-se das escadas, Richard com o bastão de baseball na mão, e assim que desceram dois degraus viram uma rapariga, alta e bastante magra, com longos cabelos negros e voltada de costas. Envergava uma túnica suja e estava descalça, o que fez os dois rapazes entreolharem-se desconfiados.

- O que… - Jensen falou bastante baixo, mas os ouvidos dela captaram, e olhou para eles voltando apenas o pescoço, 180 graus.

Os dois rapazes engoliram em seco e Jensen puxou Richard pelo braço, quando viu que a rapariga, ou fosse o que fosse, se ia dirigir às escadas. Entraram na porta do quarto do rapaz, mas então Jensen lembrou-se da namorada.

- A Chelsea! – Exclamou ele, alarmado.

Abriram a porta e espreitaram, não havia sinal da demónia. Saíram e entraram na porta à frente, do quarto da rapariga. Estava tudo calmo, apenas se ouvia a água do banho a escorrer, vinda da casa de banho.

Os dois rapazes respiraram fundo e então a porta abriu-se, mas eles foram mais rápidos e voltaram a fechá-la.

- É forte! – Queixou-se Richard, enquanto puxavam a cómoda de Chelsea para trancar a porta – O que raios é que é?!

Ainda no banho, Chelsea desligou a água e espremeu o cabelo, respirando fundo. Tinha-lhe sabido bem, estava mais relaxada e sobretudo quente. Enrolou o corpo numa toalha branca, que lhe dava acima do joelho, e depois prendeu o corpo com uma mola, depois de o limpar com uma toalha, para que não escorresse água. No momento em que se pôs em frente do espelho para ajeitar o pingente viu a porta abrir-se velozmente e o irmão e Jensen entrarem lá, fechando-a. Só então ouviu o barulho da sua cómoda a arrastar no chão.

- O que é que estão aqui a fazer?! – Perguntou ela, histérica.

- Há um demónio no teu quarto – afirmou Jensen, pondo-a em pânico.

- O quê?! – Perguntou ela. Afastou-os e abriu a porta da casa de banho, olhando em volta, e suspirou – Muito engraçadinhos, não há nada aqui.

Saiu da casa de banho e abriu o seu roupeiro, de onde tirou um roupão branco, que vestiu por cima da toalha, para só depois a tirar. Quando se voltou para os rapazes, eles estavam a sair para o quarto, a um passo muito lento.

- Eu juro… virou o pescoço todo! – Disse Richard.

- Pessoal… não há nenhum… - Chelsea viu a demónia no canto do tecto, perto de onde eles estavam. Tinha os braços e as pernas deslocados de modo a conseguir apoiar-se e movimentar-se bem pelas paredes, e olhava para os dois rapazes como um predador olha a presa – Demónio! – Assim que o gritou e apontou, os dois rapazes afastaram-se rapidamente e ela começou a retroceder, sem movimentos bruscos. Olhou para Richard, ele estava lá, ela não se podia transformar.

- O que fazemos? – Sussurrou Richard.

“Não podemos passar pela porta… ela está mesmo lá por cima… como é que a destruímos?”, pensou Chelsea, “O livro! Demonologia: Demónios de A a Z”.

- Primeiro tenho que o tirar daqui – murmurou ela, referindo-se ao irmão – Richard, vai para a janela devagar… sobe para o telhado e espera por mim para saltares…

- O quê?! Estás maluca! – Acusou o irmão.

Jensen olhou para Chelsea e assentiu, puxando Richard pelo braço.

- Confia nela – pediu ele.

Chelsea engoliu em seco, e quando eles saíram pela janela a demónia saltou para cima dela, mas ela foi mais rápida e correu até ao roupeiro, de onde, da parte de cima, tirou o livro. A demónia, agora já no chão, ainda com os membros todos deslocados, de mãos e pés no pavimento, era a única coisa que a impedia de chegar à janela. Mas não ficou parada por muito tempo, pois poucos segundos depois voltou a mandar-se a Chelsea, que se baixou e correu até à janela, de onde se voltou para a demónia de novo. Com um gesto de uma mão, mandou-a para dentro da casa de banho e fechou a porta. Ela não tardaria a sair, mas foi a melhor coisa em que conseguiu pensar.

Saiu pela janela e atirou o livro para o chão, deitando um olhar a Jensen.

- Tu vais primeiro – pediu ela. Com as memórias do rapaz, também as suas habilidades tinham regressado e, tal como Chelsea, também ele levitava.

Jensen saltou para o chão e Richard ficou de boca aberta.

- Agora vais tu – afirmou Chelsea, para o irmão.

- O que…

- Confia em mim – pediu-lhe ela. Ele engoliu em seco e saltou de pés, e, graças aos poderes de Chelsea, aterrou na perfeição. Quando se voltou para ver a irmã no telhado, já ela estava ao seu lado.

- Como…

- Explicamos depois – prometeu Jensen, que desfolhava o livro dos demónios – Chels, é esta!

Chelsea aproximou-se e começou a ler, enquanto evitava espirrar. “Que horror, que frio!”, pensou ela. Apenas tinha o roupão e uns chinelos calçados. “Rechx. As Rechx, criaturas extremamente maléficas e impiedosas, são dos seres mais desprezíveis do mundo da Escuridão. Não obedecem a regras, não têm morais, não pensam racionalmente. Guiam-se apenas pelo instinto animal. Uma vez a cada dois anos Rechx são libertadas por uma semana para saciarem a sua fome de carne humana, e é nessa altura que atacam casas de humanos”.

- Isto explica os corpos que têm aparecido ultimamente – murmurou ela, enquanto continuava a ler. “A única maneira de derrotar uma Rechx é com uma poção, cujos ingredientes são…” – Temos que voltar à casa, temos estas coisas na cozinha. Porta das traseiras, vamos lá.

A porta das traseiras ficava, na verdade, na lateral da casa. Antes de entrarem Chelsea espreitou, e entraram com o maior silêncio. Ela fechou a porta da cozinha e pôs o livro em cima do balcão, deixando que Jensen e Richard também lessem.

- Precisamos de sal… - murmurava ela, enquanto andava de um lado para o outro à procura dos ingredientes – óleo… uma folha de louro, alho… azeite… - pôs tudo em cima da bancada e tirou um recipiente de plástico, que pôs ao lado.

- Uma poção? – Perguntou Jensen.

- Mas o que é que se passa aqui?! – Perguntou Richard, assustando-se ao ouvir movimento no andar de cima – O que era aquela coisa? – Insistiu, num tom mais baixo.

- Aquilo era um demónio – respondeu-lhe a irmã, enquanto, de uma maneira trapalhona, metia os ingredientes todos para dentro do recipiente.

- E como é que tu sabes o que fazer?! – Quis Richard saber. Mas Chelsea não teve tempo de lhe responder, pois a porta abriu-se e a demónia começou a trepar pela parede, até chegar a um canto. Ela rodou a cabeça e Chelsea largou a colher com que misturava os ingredientes para lhe tomar atenção a ela. “Vou ter pesadelos com isto”, lamentou ela.

A demónia saltou para Richard, que era o que se encontrava mais próximo dela, mas Chelsea empurrou-a e puxou Richard para ao pé da parede.

- Jensen faz a poção – disse ela, pondo-se à frente do irmão.

Jensen rapidamente se pôs de volta dos ingredientes e Chelsea respirou fundo. “Não quero saber se o Richard está aqui, não há outra maneira”, pensou ela. A demónia, no chão, mandou-se a Chelsea e caíram as duas, andando a rebolar pela cozinha. Chelsea acabou por ficar em baixo, com a demónia por cima a tentar fincar-lhe as unhas. Richard ainda tentou tirá-la de lá, mas levou um empurrão e caiu junto à parede.

- Deixa… o meu irmão… em paz! – Mandou Chelsea, dando um pontapé na demónia, que lhe fez um grande arranhão na perna, com as unhas, fazendo-a gritar. Jensen distraiu-se, queria ajudá-la.

- Trata disto! – Mandou ele, a Richard, que assumiu o seu lugar.

Jensen agarrou na demónia e tirou-a de cima de Chelsea, começando os dois numa luta que não olhava ao sítio onde estavam. A cozinha estava a ficar um caos. Eventualmente a demónia mandou Jensen ao chão, e quando estava prestes a afincar-lhe as garras, Chelsea decidiu que já chegava. Deixou que a luz roxa lhe percorresse o corpo e no lugar da toalha apareceu todo o vestuário da Defensora do Oculto, sem falharem as botas e a máscara, para grande espanto de Richard, que ficou em choque.

Chelsea mandou a demónia para a outra ponta da cozinha, com os poderes, e quando esta a ia atacar ela defendeu-se e deu-lhe um pontapé na barriga, fazendo-a produzir um som desconhecido. Estes demónios não falavam.

- Isso ainda demora muito?! – Perguntou a ruiva, ao irmão, que olhava estupefacto para o que se passava na sua cozinha.

Jensen acabou de misturar os ingredientes e despejou o recipiente por cima da demónia, que se começou a derreter num líquido amarelado. Chelsea observou aquilo com nojo, e até fez uma careta, e depois virou-se para o irmão, que a olhava de alto a baixo. A ruiva encolheu os ombros e sorriu.

- Eu sou a Defensora do Oculto – confessou ela, perante a admiração de Richard –, e depois de limparmos esta confusão toda, conto-te a história toda.

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5 comentários

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De ♥ Annie ♥ a 22.07.2013 às 15:17

YEEEEEEEEEEEEEEEEEEY
O RICHARD JA SABE IHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH, I'M SO HAPPY RIGHT NOW!
ADOREI *.*
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De francis marie a 22.07.2013 às 15:43

ELE JÁ SABEEEEEEEEEEEEEEEE outra vez e.e
MAS AGORA NÃO MORREU IHIHIHIHIH AGORA FALTA A CASSIE :C
AMEIIII DFJNHASIFHJSDIPFH*O*
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De Raqueel a 22.07.2013 às 21:28

OMFG *-* Ela contou ao Richard yeyyyyyyyyy ! Que maximo u.u.u.u.u Euu happy ^^
Beijinhoos
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De Syrena a 22.07.2013 às 21:44

ohh como eu tinha saudades da Chelsea e do resto dos personagens
eu sei, a culpa é minha que nao sei organizar o meu tempo e acabo por pôr os blogs de lado :( vou-me esforçar por mudar isso
a historia está excelente, adoro :D
fiquei mesmo contente quando o Jensen recuperou as memórias, eles ficam tao bem juntos
beijinhos
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De Annie a 23.07.2013 às 15:05

E não havia melhor forma da Chelsea revelar ao irmão que é ela a heroína do que numa situação de perigo.
Adorei <3

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